terça-feira, 30 de março de 2010

O Andar do Bêbado

Deixamos de perceber os efeitos da aleatoriedade na vida porque, quando avaliamos o mundo, tendemos a ver exatamente o que esperamos ver. Definimos efetivamente o grau de talento de uma pessoa em função de seu grau de sucesso, e então reforçamos esse sentimento de causalidade mencionando a correlação. É por isso que, embora às vezes haja poucas diferenças de habilidade entre uma pessoa extremamente bem-sucedida e outra não tanto, geralmente há uma grande diferença no modo como são vistas pelos demais. Antes de A gata e o rato, se o jovem bartender Bruce Willis dissesse a você que pretendia se tornar uma estrela do cinema, você não teria pensado: "Nossa, eu realmente tenho muita sorte de estar aqui, frente a frente com uma futura celebridade"; na verdade, você pensaria algo do tipo: "Ah, sim, mas por agora concentre-se em não exagerar no vermute." No entanto, assim que o programa se tornou um grande sucesso, todos passaram de súbito a ver Bruce Willis como um astro, alguém que tinha um talento especial para tocar o coração e a imaginação das pessoas.

- MLODINOW, Leonard – O Andar do Bêbado - Como o acaso determina nossas vidas (The Drunkard's Walk
(How randomness rules our lives) - 2008)

Excelente livro que terminei de ler na semana passada. Muito bom mesmo. Para quem gosta de matemática e alguns pequenos ramos dela, é melhor ainda. Apesar de ser um livro de cunho científico, a leitura e a lição pode até ser confundida como (sic) auto-ajuda, embora passe longe disto. Certo mesmo é que algumas das suas verdades absolutas serão quebradas, outras, serão reforçadas por meio de uma argumentação muito boa de Mlodinow, que cita figuras históricas durante todo livro e experimento científicos, todos embasados.

P.s: Tá certo que você nem precisa ler pra saber disso, mas o livro deixa algo bem explícito: Não é só porque seu chefe ganha mais que ele sabe mais que você! E isto, meus amigos, é de alegrar o coração de qualquer um!

domingo, 28 de março de 2010

Cinema - 2010.1 - parte I

Aqui, alguns filmes vistos nas três primeiras semanas de aula do curso de Cinema na UFPE. Vimos ao menos mais uns 10 curtas do primeiro cinema (1895-1915), incluindo curtas e médias nacionais, que tive muita preguiça de relatá-los/relembrá-los! Nas fotos dos filmes, link para o trailer do filme. Alguns dos antigos, o link é para o filme completo (não encontrei nenhum vídeo relacionado à Fragmentos de uma vida)!

Mais tarde, espero eu, farei uma breve crítica de cada um deles. Adianto logo que não sou muito bom nisto, visto que terão a impressão que gostei de todos, mesmo tendo achado desagradabilíssimo assistir 'O Nascimento de Uma Nação', que é um filmaço. Errado, totalmente errado, mas um filmaço.

Filmes Assistidos:

1 - Prazeres Desconhecidos (Jia Zhang Ke, 2002, Cinema Asiático Contemporâneo - 10/03/2010)

2 - Cronicamente Inviável (Sérgio Bianchi, 2000, Cineclube Contraplano - 15/03/2010)

3 - A Saída dos Operários da Fábrica Lumiére (Lumière, 1895, Curta - Cinema Mundial I - 16/03/2010)

4 - Chegada de um Comboio à Estação da Ciotat (Lumière, 1895, Curta - Cinema Mundial I - 16/03/2010)

5 - Annabelle's Butterfly Dance (Dickson, 1895, Curta - Cinema Mundial I - 16/03/2010)

6 - A Viagem À Lua (Georges Méliès, 1902, Curta - Cinema Mundial I - 16/03/2010)

7 - O Grande Assalto do Trem (Edwin Porter, 1903, Curta - Cinema Mundial I - 16/03/2010)

8 - Amores Expressos (Wong Kar Wai, 1994, Cinema Asiático Contemporâneo - 17/03/2010)

9 - Exemplo Regenerador (José Medina, 1919, Cinema Brasileiro - 18/03/2010)

10 - Fragmentos de Uma Vida (José Medina, 1929, Cinema Brasileiro - 18/03/2010)

11 - O Nascimento de Uma Nação (D. W. Griffith, 1915, Teoria do Cinema I, Cinema Mundial I - 23/03/2010)

12 - Madadayo (Akira Kurosawa, 1993, Cinema Asiático Contemporâneo, 24/03/2010)

13 - Onde a Terra Acaba (Sérgio Machado, 2002, Cinema Brasileiro, 25/03/2010)